Em seu primeiro romance, “Enxofre”, o finalista do Prêmio Sesc de literatura 2018, Marcos Aquino, tem como ponto de partida a banda Enxofre do canibal e seu baixista, Felipe. Situado em particular no bairro de Piedade, mas se desdobrando para outras áreas da cidade, a exemplo da zona sul, “a piedade de Marcos Aquino é outra – dura e pesada como o som do Enxofre do canibal.”, afirma Fernando Molica na quarta-capa.
Através de seu ofício de Sociólogo, o autor busca retratar a juventude periférica da cidade do Rio de janeiro e seu ambiente, gostos e tradições alinhadas ao Heavy metal. Sua escrita, nesse sentido, é como o próprio gênero do rock: grandiloquente e estético, prezando por uma atmosfera em que suas personagens se deslocam pelas diversas zonas da cidade, seja de ônibus, a pé ou de carona.

Aquino desejou preencher uma lacuna entre os romances literários brasileiros, que não têm tradição em retratar juventudes urbanas e os gêneros musicais associados a elas. “Quis celebrar também filosofias contra-hegemônicas que podem funcionar como recusa artística a uma imagem do Rio de Janeiro como cidade do sol, da praia e da alegria, mais atraente aos turistas do que à sua própria população. Tive a felicidade de ser finalista do Prêmio Sesc de Literatura em 2018 com essa obra, que se chamava Carnaval Dark.”, acrescenta o autor. Enxofre é inspirado em Jack Kerouac, Marcel Proust, Clarice Lispector e Luiz Antonio Simas
“Lado a lado, o rock e o samba, classe média e miséria, desejo de amar e pura revolta, as facetas do movimento estudantil e das mais variadas ações de protesto, a cachaça e o vinho, as convenções religiosas e o gosto de tudo que é blasfemc.”, escreve Fernando Vugman na orelha do livro.
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